Para Michel Foucault, não existe poder nas mãos de um único soberano, mas sim a relação de poder exercida entre um único homem e o povo. O soberano, portanto, é obrigado a criar instituições que exerçam tal relação em diversos níveis, como os 3 poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) ou até mesmo instituições como Igreja, escolas, universidades ou a família.
Antes, a morte era usada como indicativo de poder do soberano, o que constituía o poder disciplinar. Na história recente do Brasil, por exemplo, verificamos tal tipo de poder na Ditadura Militar, onde civis eram perseguidos, espionados, interrogados, torturados e mortos pelo governo, o que causava medo e apreensão. As pessoas tinham medo de tomar qualquer atitude que desagradasse o governo, e de tentar alguma atitude para mudar a situação.
Com o surgimento do biopoder, a garantia de vida passou a ser muito mais importante entre as atitudes que o Estado deve tomar, ou seja, o soberano deve se preocupar com investimento em saúde e sanitarismo. Vemos tal atitude no Brasil atual, onde programas assistencialistas são criados freqüentemente, não apenas nas áreas citadas, como também para garantir a alimentação e a educação da população.
Concordo com grande parte do texto, acho que ele reflete os conceitos de Foucault no entanto achei um pouco confusa a parte em que a morte é usada como indicativo do poder do soberano; e se tratando do final não concordo com "... a garantia de vida passou a ser muito mais importante entre as atitudes que o Estado deve tomar" isso na teoria é dito, no entanto deveria ser colocado em prática,acredito que seja o contrário cada vez mais é evidente o descaso do governo com aqueles menos favorecidos, é a educação que está regredindo a cada dia mais, as filas de hospitais que crescem junto da miséria, tudo que o governo faz visa algo em troca, ora votos nas eleições, ora relações empresariais de forma que favoreçam apenas pessoas de interesse para eles.
ResponderExcluirEu gostei do texto de vocês. Ficou claro e mostrou todos os pontos que o autor tratados pelo autor sobre o poder. O que eu achei mais interessante foi que vocês delimitaram bem a diferença entre o antes e o depois do surgimento ou criação do Biopoder. Isso é fundamental para entender por que a nossa sociedade quer ser tão constantemente vigiada. O que acho que faltou, e não que isso tenha empobrecido o texto, mesmo porque vocês falaram de quase todas as reflexões feitas em aula, foi um pouco mais de uma reflexão do grupo sobre o fato dessa vigilância constante ser cada vez mais um desejo, e não uma necessidade. Falar um pouco mais sobre como é fácil, hoje, para investigadores ou qualquer outra pessoa saber o que acontece conosco, pois essa autovigilância faz com que o indivíduo se sinta protegido, mas nem percebe o quanto isso o faz vulnerável.
ResponderExcluirVinicius Montoia Magalhães - RA:00095421
Alexia Penney
ResponderExcluirRA:00095405
Bom, concretizando as idéias principais do texto, apresenta-se uma relação intrigante entre a forma política de controle do passado e a moderna, onde a primeira é arraigada na imposição do medo nos cidadões (para mantê-los obedientes) e a segunda elimina essa visão e intenciona envolver os cidadões por meio das instituições com as quais são envolvidos para poder mantê-los seguros. É interessante essa justaposição porque assim podemos vislumbrar os problemas que cada modelo traz consigo: a imposição do medo pode levar à violência, abuso de poder e opressão, que traz o resultado indesejável de uma sociedade em conflito com o seu governo; o envolvimento total dos cidadões, por sua vez, pode uniformizar a sociedade por causa da vigilância excessiva e por meio disso, também pode levar à opressão. Essa justaposição é importante para enxergarmos a direção que estamos seguindo e (caso não seja a melhor das direções) para desenharmos um modelo aprimorado para garantir a paz social.
Professor, esse comentário é da Alexia Penney apesar de aparecer o meu nome no começo. Ela não conseguiu postar pela conta do google dela, então eu postei por ela.
Meu RA (RA00097441)
ResponderExcluirO texto tá bacana, tá bem bem direto, mas faço uma ressalva que vai de encontro mais ou menos com o que a Nathália disse. "... a garantia de vida passou a ser muito mais importante entre as atitudes que o Estado deve tomar" pode parecer utópica para quem é dependendo total dos serviços públicos nesse país, não é raro ver em reportagens, pessoas agonizando em hospitais lotados, educação ruim e o que mais impressiona é pensar que ainda tem gente que morre de fome no Brasil. O Estado procurar garantir a vida apenas de quem lhe convém, um exemplo claro foi o caso da estação de metrô em Higianopólis e a gente diferenciada. Na verdade o Estadi apenas se preocupa em manter a sua própria vida.
ResponderExcluirDiego Domingues Calheiros - RA:00100981
Interessante o segundo parágrafo onde é posta a idéia de vigilância como mantenedora da ordem, em outras palavras: Um povo obediente. O conceito de Panóptico está bem presente neste trecho.
ResponderExcluirÉ complicado apontar o assistêncialismo governamental em políticas públicas sem discutir o já tão intrincado biopoder no imaginário social.
Interessante pensar como na ditadura militar o exercício do poder se fazia tão explícito que a população reivindicava e lutava contra esse poder opressivo. Nos dias de hoje o poder se tornou muito mais discreto, deixando as pessoas mais dóceis, porém ele ainda se encontra. A ideia de disciplinar o individuo por meio de vários micro-poderes (igreja, família, escola etc) para se manter o controle do Estado é, na verdade, uma ideia genial. A perspicácia de Foucault ao denunciar isso é admirável.
ResponderExcluirLarissa Serpa RA00099053
Quando tratamos de foucault e sua visão sobre o poder e sua manutenção não posso deixar de pensar no panótipo e na sociedade de controle, senti um pouco a falta do aprofundamento nestes quesitos, mas mesmo assim o texto de vocês aborda o biopoder, e a inversão de valores de dominação muito bem.
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